O natal de Jesus e da populaçã
Por Francisco Inácio Pita
Estamos vivenciando mais um período natalino e após dois anos de sufoco com a pandemia da Covid 19, de forma parcial tudo começa voltando ao normal. Aproveitando o ensejo pedimos ao nosso Deus uma graça no sentido de que esse mal desapareça da terra. Já se observa uma leve abertura para a realização de festas e confraternizações com regras e cuidados, também não podemos esquecer que a pandemia ainda não acabou e requer muita atenção. Principalmente no que diz respeito às normas de prevenção.
Vários decretos foram publicados durante esses dois anos, muitos desses decretos com vários erros e sendo pouco cumprido por boa parte da população. Algumas pessoas por falta de consciência, outras por falta de fiscalização dos órgãos de vigilância sanitária. Talvez porque o grupo de agentes da vigilância sanitária na maioria das cidades era pequeno e não conseguia cumprir a risca atingir toda a área a ser fiscalizada. O último decreto publicado na Paraíba diz que os salões de festa dançantes devem ser ocupados com apenas 80% da sua capacidade, pergunta-se: Quem vai calcular se o percentual está correto? Talvez essa parte do decreto não seja cumprida. “Quem viver verá”.
Como
sempre, o natal está dividido em dois: o natal de Jesus e o natal da população.
De um lado, as igrejas celebram o verdadeiro nascimento de Jesus Cristo e do
outro lado a população se confraterniza e a maioria nem se lembra do principal
aniversariante do mês que é Jesus Cristo. Isso sempre aconteceu e a cada ano
aumenta o número de pessoas que deixam de festejar nas igrejas para participar
de festas, churrasco, comidas típicas e bebidas alcoólicas. Não entendo se é
falta de fé ou a modernidade dos tempos que traz esta transformação, mesmo assim
respeito o desejo e a opinião de cada um.
Nos
comerciais de rádio e televisão, as chamadas: “o seu natal aqui é bem melhor”,
“participe da promoção de natal da loja tal…”, O menor preço é “no natal de
loja X”, onde fica a comemoração do verdadeiro nascimento de Jesus Cristo? O
que eu vejo são mudanças em nome do modernismo por lucros comerciais. De uma
parte está certo porque o comércio precisa se manter, mas será que os nossos
comerciantes não estão exagerando e cobrando um preço mais alto nos produtos
típicos em nome do natal? Pergunta não ofende, e eu acrescento: Pergunta não
ofende desde que a pergunta não atinja a dignidade pessoal do indagado.
Observa-se
que a grande maioria da população continua sem entender o verdadeiro
significado do natal, a maior parte do povo não compreende, e com base em novas
tecnologias e seus laços culturais de forma renovada, não reverencia a
verdadeira festa cristã em louvor ao nascimento de Jesus Cristo.
Vejo
claramente que na maioria das confraternizações ninguém lembra diretamente do
principal aniversariante do mês: JESUS CRISTO. Cristo está presente em
espírito, dado a tranquilidade, satisfação, descontração e a emoção de todos,
mas os participantes utilizam as mesmas tradições, esquecendo-se de orar, mas
lembrando de brincar, de trocar presentes, a tradicional brincadeira da amiga e
do amigo secreto, amigo doce e outras brincadeiras que fazem parte da tradição
e do gosto da população. E como fica o aniversariante de honra do mês sem ser
apontado como o principal mentor da festa? Jesus Cristo é em suma, o maior
revolucionário do universo, ao ponto de mudar muita gente e até a contagem do
próprio tempo. Foi depois de Jesus que apareceu às palavras antes de Cristo e
depois de Cristo. O filho de Deus, pregou, mostrou um mundo diferente e não
julgou ninguém, mas deixou seus ensinamentos e para quem tem fé se torna humano
e segue todos os seus passos no dia a dia.
O período
natalino representa o verdadeiro nascimento de Jesus, mas a maioria do povo
mudou tudo e não imagina em um natal de oração, de comemoração em família e da
celebração da palavra viva de Jesus. Como será o futuro da humanidade se as
suas verdadeiras tradições religiosas estão saindo de circulação, tudo em nome
do modernismo, talvez falso e sem sentido que aparece em todo o universo. Será
que estas mudanças representam o modernismo de verdade? Como ficam os nossos
antepassados de histórias bravas? Não estou aqui querendo retornar ao passado,
mas lutar pelo respeito às grandes tradições que não devem se acabar e ao mesmo
tempo posso não concordar em sua totalidade com certas mudanças, no entanto,
respeito à opinião de todos. Tudo muda, a nossa vida, a nossa mente, o nosso
organismo fica mais fraco, mas as nossas tradições, seja qual for, devemos ter
um enorme cuidado na hora de mudar.
O melhor
natal que você pode participar seria dividir um pouco do que tem com famílias
carentes da sua vizinhança, aquelas pessoas que passam necessidades o ano
inteiro, se puder, der uma cesta básica, e de preferência compre no comércio
local e peça para o vendedor mandar entregar e não falar o seu nome como o
doador. Fazendo uma ação como essa você está vivenciando o verdadeiro natal de
Jesus, não tem sentido fazer uma grande festa em sua casa e deixar muitas vezes
o seu vizinho, parentes e amigos passando necessidades. Dê-lhe a oportunidade
de viver pelo menos o dia do natal feliz. Quem divide o pão nunca falta na sua
mesa “o pão nosso de cada dia”.
Aproveito
o espírito natalino para desejar aos nossos leitores um feliz natal e um ano de
2022 completo de paz e harmonia entre todas as famílias. Rogo a Deus em meu
nome e da minha família que o natal de JESUS seja a verdadeira luz do senhor em
todos os lares da Terra e que o coronavírus desapareça para sempre do Brasil e
do mundo. Como Jesus nasceu em uma manjedoura de forma simples, assim também
cresça no coração dos homens, que venha a virtude e a luz da sabedoria do
poderoso mestre se lançar no seio da humanidade. Que toda a população pense
sempre na paz e na concórdia da luz do divino criador e que nosso pai eterno
ilumine com a sua luz todos os nossos familiares. O Grande Arquiteto do
Universo que é justo e perfeito esteja sempre presente em todos os lares,
comércios, estabelecimentos escolares, todas as repartições de saúde e todos os
ambientes que tenham atendimento ao povo. Ilumine e converta para o bem os maus
feitos das penitenciárias, o divino pai eterno transmita a sua luz para os
hospitais, para os ambientes administrativos e legislativos de forma geral, e
enfim, que as pessoas se confraternizem não apenas no natal, mas durante toda a
sua vida. AMÉM.